terça-feira, 6 de abril de 2010

(DES)CONSTRUÇÃO - de uma nova vida

(des)culpe-me, o (des)interessado
mas há de (des-)haver
em qualquer parte de (des)se ser
alguma coisa de morrer
para não (des)esquecer

eu hei de um dia (des)dizer
pois que culpem-me os culpados
se interessem os interessados
que hão de um dia viver
alguma coisa de esquecer
tudo que sabem de ser

diz-pára, o silêncio sábio,
e então aprecem
verdades tão nuas que, in(di)visível,
só o aperto no peito sente
e só a palma do olho conhece,
é então que a alma vê você
e você vê a alma.

Lucas Roman Consiglio
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E a morte já não me parece mais tanto um problema.

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